O governador Carlos Moisés, que retornou ao cargo nesta sexta-feira, dia 27 de novembro, realizou neste sábado a primeira audiência desta nova fase do governo com representantes dos hospitais privados e filantrópicos em Santa Catarina que estão na linha de frente no combate da segunda onda de casos de COVID-19 em Santa Catarina. Na pauta, prioridade máxima ao combate do coronavírus que avança em todas as regiões do estado. O governador Carlos Moisés iniciou sua fala destacando a parceria entre o governo do estado e a rede filantrópica em Santa Catarina no combate ao coronavírus. “Se não fosse esse modelo não teríamos alcançado os resultados nesta crise sanitária, Santa Catarina é destaque nacional como melhor estado na gestão de enfrentamento, é motivo de orgulho”, afirma. O governador ainda destacou a preocupação neste momento de avanço da doença, por isso garantiu para a rede hospitalar o pagamento dos Leitos de UTI COVID-19. Ao todo foram desativados pouco mais de 200 leitos, hoje há uma espera de 311 pedidos de habilitação de leitos para Santa Catarina, junto ao ministério da Saúde. “Estamos garantindo o pagamento das despesas com a ativação dos leitos e também iremos prorrogar por mais 10 meses o pagamento do teto da Política Hospitalar Catarinense”, anunciou o governador.

O diretor executivo da Federação dos Hospitais de SC, Braz Vieira, que representou o presidente da FEHOESC, Giovani Nascimento, sugeriu a criação de uma força tarefa entre a FEHOESC, AHESC e FEHOSC, juntamente com o governo, para identificar os problemas de cada hospital, ampliando desta forma a comunicação entre a rede hospitalar e o governo, buscando assim a solução imediata para o combate ao coronavírus, “precisamos juntos falar a mesma linguagem, formando um time, reforçando que precisamos também da garantia do governo de que os hospitais irão receber os recursos pelos serviços prestados, pois muitos não tem fonte de renda para compensar os atendimentos”, destacou Braz Vieira.

O secretário de estado da Saúde, André Motta Ribeiro, voltou a afirmar que o estado está garantindo o repasse dos recursos de custeio, e que na semana que passou já começou a fazer os pagamentos, alguns hospitais ainda não receberam por problemas referentes a questões documentais. Durante a reunião os gestores hospitalares também manifestaram preocupação com a dificuldade de contratação de profissionais, pois muitos estão afastados em função da doença. O governo quer neste tema, contar também com a parceria dos municípios, Motta Ribeiro também informou que há um banco de RH no ministério de Saúde que também pode ser acessado pelos hospitais.