A bactéria mais comum causadora da infecção urinária, encontrada no intestino grosso, é chamada de Escherichia Coli, sendo responsáveis por 70 a 80% das infecções.

Com a chegada do verão, ainda que as orientações de evitar aglomeração estejam em vigor, muitas pessoas optam descansar nas praias e piscinas. Além do aumento da exposição ao sol, é nessa época também que é observado um maior aparecimento de casos de infecção do trato urinário (ITU) ou cistite bacteriana. Elas são mais comuns em mulheres do que em homens, exceto nos primeiros dois anos de vida. Mais da metade das mulheres vai apresentar infecção urinária ao longa da vida. A fase com maior frequência ocorre em mulheres, e na fase adulta mais produtiva.

“Cerca de 25% a 30% das mulheres, entre 30-40 anos de idade, apresentam ITU e, após tratamento, a chance de uma recidiva é de 25%. Já nos homens, o aparecimento se dá mais na terceira idade e, na maioria da vezes, está ligada à dificuldade miccional devido ao aumento da próstata”, explica o urologista Dr. Fernando Almeida, do departamento de pesquisas da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo.

Com a maior exposição ao sol, ocorre naturalmente perda de líquidos pela transpiração, diminuindo a produção de urina. O volume urinado ajuda evitar infecção por expelir as bactérias que tentam entrar no trato urinário. Por isso, deve-se manter uma hidratação adequada ao tipo de atividade e clima que se está exposto. “É importante a ingestão de líquidos, observe se a cor da urina está clara”, recomenda o médico.

Os sintomas da cistite bacteriana são o aumento da frequência urinária, urgência para urinar acompanhado de dor e ardor, cheiro forte na urina e eventualmente sangue na urina. Esses sintomas ocorrem porque a bactéria causa uma inflamação na bexiga. As bactérias se multiplicam com o passar do tempo, enquanto um tratamento adequado não é instituído e podem atacar qualquer nível do aparelho urinário, desde a bexiga, causando cistite, até o rim, causando pielonefrite.

A urina que é produzida nos rins é estéril, e pode se infectar quando as bactérias se multiplicam ao redor da uretra para, logo após, subirem penetrando na bexiga. Elas podem se manter na bexiga ou continuar na subida até o rim. A bactéria mais comum causadora da infecção urinária, encontrada no intestino grosso, é chamada de Escherichia Coli, sendo responsáveis por 70 a 80% das infecções.

O que se sente?

Quando a bexiga está envolvida, é comum: aumento da frequência urinária (polaciúria); dor para urinar (disúria); micção imperiosa (urgência). Quando o rim está envolvido, além dos sintomas acima, poderão ocorrer: dor lombar; febre e calafrios. Na infecção urinária, a urina poderá se tornar fétida, opaca ou escura.

Como é feito o diagnóstico?

Por meio das queixas do paciente e do exame físico é possível suspeitar de infecção urinária. Entretanto, o diagnóstico definitivo é feito com a coleta da urina (jato médio) a fim de se realizar exame de urina (urocultura – cultura de bactérias na urina). A contagem de germes superior a 100 mil bactérias por mililitro é considerada infecção urinária. Neste mesmo exame, vários antibióticos são testados com a finalidade de orientar o médico na escolha do melhor tratamento.

Como se trata?

O tratamento consiste em medidas gerais (alta ingestão de líquidos, cuidados de higiene) e na escolha precisa de antibióticos, geralmente baseada na urocultura.

SEGS