Nunca demos tanta importância para uma vacina: em tempos de pandemia, receber a imunização da COVID-19 se tornou sonho de consumo para todos. Mas além dela, existe todo um calendário de imunização para crianças, adultos e idosos. São mais de 25 doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação, entre elas, Hepatite B, tetravalente, poliomielite, tríplice viral e febre amarela, tríplice bacteriana, Herpes Zóster, entre outras.

Com a chegada do inverno, a vacinação em dia contribui para o aumento da imunidade do organismo, principalmente em doenças respiratórias e virais, que são mais prevalecentes nas baixas temperaturas. Segundo a enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Renata Quadros, no frio os ambientes ficam mais fechados, com menos circulação de ar, o que aumenta a circulação de vírus e bactérias. “Muitas doenças respiratórias apresentam sintomas parecidos com o coronavírus, como febre, cansaço, dor de garganta, falta de ar, entre outros. A imunização deixa o organismo mais forte, e ainda contribui para não sobrecarregar o Sistema Único de Saúde em tempos de pandemia”, alerta.

Uma das principais imunizações nessa época é a vacina da gripe, que nas clínicas de vacinação são compostas por quatro tipos de cepas do vírus influenza, sendo duas do tipo A (H1N1 e H3N2) e duas do tipo B, dependendo do vírus circulante no ano anterior. Renata alerta também para a importância das vacinas pneumocócicas, que podem prevenir casos de pneumonia, meningite e sepse.

A meningite bacteriana também é outra doença mais comum no inverno. Além das imunizações oferecidas pelo SUS, como a meningocócica C e pneumocócica conjugada 10-valente, a rede privada oferece imunizações como a Meningocócica B, ACWY e as pneumocócicas conjugadas 13-valente e 23-valente.

Para quem recebeu a vacina da COVID-19, o ideal é deixar um intervalo de pelo menos 14 dias para qualquer outra nova imunização.

SEGS