O diretor executivo da Federação dos Hospitais de Santa Catarina, Braz Vieira, representou a entidade durante reunião convocada pelo secretário de estado da Saúde, André Motta Ribeiro, nesta terça-feira, 25 de maio, na sede da Secretaria na capital. Participaram representantes de vários órgãos do estado, bem como Ministério Público, Ministério da Saúde, COSEMS, e Tribunal de Contas do Estado.

O secretário da Saúde, André Motta Ribeiro, fez um relato detalhado das ações realizadas pelo governo desde o início do combate à pandemia há 15 meses. O secretário destacou o esforço para ampliar o número de leitos de UTI, hoje são 1.550 leitos, um acréscimo de 200%, mas Motta Ribeiro alerta que este número não será suficiente para atender os catarinenses durante a terceira onda de pico de casos, prevista para os próximos meses. “Já estamos com média de casos acima do tolerável, a taxa de ocupação está acima de 90% em várias regiões do estado, o cenário é caótico, precisamos ampliar a oferta de leitos de UTI e leitos clínicos, medicamentos, profissionais além de equipamentos”, destaca. Para o secretário, neste momento de exceção de emergência, o governo está atuando com regras de normalidade, desta forma a administração pública tem dificuldades, por conta disto, o processo é lentificado. “Precisamos estruturar a rede de forma correta e ágil, no ritmo que estamos não conseguiremos ofertar o que a sociedade precisa”, alerta.

O diretor executivo da FEHOESC, Braz Vieira, destacou durante sua fala a importância da rede privada e filantrópica que é responsável por 78% do atendimento SUS no estado. Sobre o combate à pandemia por parte dos hospitais, Braz Vieira destacou as dificuldades enfrentadas no momento, como a exaustão dos profissionais, a necessidade da reposição de equipamentos e o custo alto dos insumos. Segundo Braz Vieira, alguns medicamentos subiram de preços em até 10 vezes. Sobre a retomada das cirurgias eletivas, o diretor executivo destacou que era uma solicitação da rede, mas esta questão tem trazido preocupação, porque é preciso também garantir os insumos para os atendimentos dos casos COVID-19. “A rede precisa garantir a reposição sem depender do estado, o que dificulta é por exemplo exigências para alguns hospitais de pagamento adiantado, sem a garantia de recebimento do que foi adquirido, por isso precisamos do apoio dos órgãos competentes para que este cenário volte ao normal”, Braz Vieira informou que a FEHOESC já encaminhou denúncia ao Ministério Público sobre os aumentos abusivos dos insumos.

O secretário de estado da Saúde, André Motta Ribeiro, disse que através de fóruns específicos serão debatidas as necessidades para agilizar os processos em todas as esferas para instituir aquisições de legalidade. O Tribunal de Contas também participará das reuniões.