O diretor executivo da FEHOESC, Braz Vieira, representou a entidade durante a reunião convocada pela secretaria de estado da Saúde que debateu com representantes de entidades hospitalares, técnicos da SES, COSEMS, Tribunal de Contas e ministério da Saúde, a busca por soluções para suprir a falta de profissionais nos hospitais de Santa Catarina. A preocupação é com a possível chegada da terceira onda de casos COVID-19 em Santa Catarina. Os mais de 1.500 leitos de UTI no estado operam com índices de ocupação superiores a 90%, o que preocupa ainda mais com o aumento do número de casos.

Segundo o diretor executivo, Braz Vieira, hoje há uma grande dificuldade para a contratação de profissionais, “não há mão de obra nova, não estamos conseguindo repor profissionais no mercado”. Além disso,  há empresas prestadoras de serviços que estão recrutando profissionais que atuam nos hospitais, “esta situação acaba inflacionando o mercado”, destaca Braz Vieira. A lei federal que proíbe a presença de profissionais gestantes e puérperas também agravou este quadro, bem como os profissionais afastados por idade. Uma das solicitações da rede hospitalar é que os profissionais que estão afastados, mas que já tenham sido vacinados com as duas doses, possam voltar ao trabalho. Apesar de toda dificuldade, desde o início do combate à pandemia a rede privada e filantrópica contratou mais de 2.500 profissionais em Santa Catarina, informou Braz Vieira.

O secretário adjunto da Secretaria de Estado da Saúde, Alexandre Fagundes, elencou 03 possibilidades para a resolução deste quadro:  a cedência temporária de migração do RH dos municípios para os hospitais.  O objetivo é que estes encaminhamentos sejam referendados pelos órgãos de controle, salvaguardando as entidades hospitalares de prováveis ações. O segundo encaminhamento é a participação de acadêmicos da área, para atuar nas instituições e a terceira proposta é a de chamar os servidores afastados do grupo de risco e que já foram vacinados.
Outro tema debatido durante a reunião na SES, foi a definição de estratégias para aquisição de insumos, medicamentos, equipamentos e outras necessidades. Um dos problemas mais graves é o alto custo dos medicamentos que sofreram reajustes em até dez vezes sobre o valor praticado. A FEHOESC encaminhou a denúncia ao Ministério Público sobre os aumentos abusivos ainda no ano passado. O diretor executivo, Braz Vieira, destacou a grave situação: “Esta cadeia de oportunistas está sufocando a rede, alguns fornecedores não respeitam a economia de mercado, o valor da diária de UTI de R$ 1.600,00, é insuficiente para cobrir estes custos”, alerta Braz Vieira.

Um dos encaminhamentos da reunião, proposto pela FEHOESC, é que sejam comparados os preços dos medicamentos do kit intubação pagos pelos hospitais,  ministério da Saúde, governo e municípios. Desta forma, segundo o secretário adjunto, Alexandre Fagundes, será possível notificar os órgãos de controle onde houver abusos, para que os preços voltem a uma realidade de mercado. Sobre a questão dos equipamentos, o secretário adjunto afirmou que o estado fez o repasse de 2.800 aparelhos desde o início da pandemia, agora será feito um mapeamento detalhado sobre as condições dos mesmos, para entender qual é a necessidade real para atender a população. Uma licitação está em andamento na SES, que prevê a compra de mais equipamentos.