Representantes da Federação dos Hospitais de Santa Catarina, participaram nesta quinta-feira, 22 de outubro, de uma reunião virtual com representantes da Unimed Federação onde foi apresentada uma proposta desenvolvida pela Unimed Brasil, da nova Tabela LPM (Lista de Preços de Mercado), com base nos valores de materiais e medicamentos adquiridos e cotados pelos hospitais e clínicas no mercado nacional, considerando uma margem para despesas administrativas e impostos. O prazo estipulado pela Unimed do Brasil para implantação da LPM, de todas as Unimeds com os prestadores de serviços é para o dia 01 de fevereiro de 2021.

Segundo o gerente da área de rede da Unimed, Baltazar Canello, para compensar a diferença de valores de materiais e medicamentos anteriormente praticadas e as novas tabelas adotadas como referência, será aplicado um reajuste de “migração de margens”, com o intuito de zerar o impacto para os hospitais.

A apresentação da proposta pegou os dirigentes da FEHOESC de surpresa, pois o tema foi apresentado sem passar antes por um debate entre as partes. Segundo o diretor executivo da FEHOESC, Braz Vieira, “a Federação não irá aceitar esta imposição da Unimed, precisamos reunir os hospitais para apresentação da proposta para fazermos avaliação da LPM, se tem vantagens ou desvantagens, precisamos buscar o diálogo”.

Dario Staczuk, diretor da FEHOESC e do Hospital São Vicente de Paulo, também defendeu a ampliação do debate, “toda proposta deve ser dialogada, não pode ser impositiva, temos um contrato vigente, onde as partes devem negociar. Precisamos discutir internamente, a data limite de fevereiro de 2021, não será suficiente, vamos ter que ampliar este prazo”, destaca. Os diretores, Siegfried Hildebrand e Sílvio Mocelin também reforçaram a proposta de ampliar os entendimentos para impedir qualquer prejuízo aos hospitais.

O representante da Unimed Federação, afirmou que acredita na construção desta nova tabela a longo prazo com ganho tanto para os hospitais como para as Unimeds. “Queremos tirar o desperdício, com uma tabela mais enxuta. Vamos calcular para cada hospital seu impacto, propomos transparência. Buscamos apoio da FEHOESC para que seja o fiel da balança, sendo um ponderador junto aos hospitais. Dentro do possível veremos o que é possível flexibilizar”, afirma Baltazar.

A Federação dos Hospitais de Santa Catarina irá agendar uma reunião com a diretoria para tratar sobre o tema. Uma nova reunião será agendada posteriormente com a Unimed Federação.