A Federação dos Hospitais de Santa Catarina, representada pelo diretor executivo, Braz Vieira, participou nesta terça-feira, 01 de dezembro, de uma reunião com os prefeitos da Grande Florianópolis, secretário de estado da Saúde, além de dirigentes de hospitais privados. Em debate a ocupação de quase 100% dos leitos UTI para tratamento da COVID-19. O prefeito da capital Gean Loureiro, que conduziu a reunião, deixou claro que o momento é de união de todos para que sejam tomadas medidas que garantam a ampliação da oferta de leitos na Grande Florianópolis. “Vamos ajudar no que for preciso, também ampliaremos a testagem da COVID-19, para monitoramento de infecções na pandemia”, afirma Gean.

O secretário municipal de Saúde de Florianópolis, Carlos Alberto Justo da Silva, fez o alerta: “Mesmo ativando todos os leitos necessários, o sistema hospitalar entrará em colapso na terceira semana de dezembro”. O secretário estadual de Saúde, André Motta Ribeiro, destacou que o estado solicitou ainda no sábado, a reativação de 205 leitos de UTI COVID-19, hoje já são 185 que faltam ser novamente ofertados. O governo garantiu o pagamento do custeio dos leitos até o dia 31 de dezembro, e ainda aguarda a confirmação de mais de 300 habilitações, junto ao ministério da Saúde. “Precisamos pactuar ações para ofertarmos mais leitos de UTI, a nossa ocupação média está acima de 95%, se tivéssemos todos os leitos ativos estaria em 74%”, destaca Motta.

O diretor executivo da FEHOESC, Braz Vieira, alertou para que “além da necessidade de leitos, é preciso que sejam adotadas medidas de controle junto a sociedade, há falta de fiscalização, muitos abusos estão acontecendo, se não tivermos controle, não conseguiremos superar essa dificuldade”.

Os hospitais privados que participaram da reunião demonstraram dificuldade para ampliar a oferta de leitos, bem como a contratação de equipes técnicas para atuarem na linha de frente. Mas apesar das dificuldades os hospitais afirmam que não deixaram nenhum paciente sem atendimento. Segundo os hospitais os casos desta segunda onda estão sendo mais graves e com período de internação maior, o que agrava ainda mais a situação.

O secretário de estado da Saúde, André Motta Ribeiro, apresentou uma proposta durante a reunião, para que os hospitais privados apresentem um plano de aumento da oferta de leitos em 48 horas, o secretário municipal de Saúde, Dr. Paraná, sugeriu que também as operadoras apresentem uma proposta de credenciamento para esses novos leitos. À tarde o governo volta a debater o tema com representantes da FECAM, onde serão tratadas ações junto aos municípios para diminuir a velocidade do vírus.