A Federação dos Hospitais de Santa Catarina promoveu nesta sexta-feira, 18 de junho, uma reunião com a participação de um grupo de hospitais de pequeno e médio porte do Oeste do estado, com representantes da Superintendência de Serviços Especializados e Regulação da SES, além do secretário adjunto da Saúde, Alexandre Fagundes. Os gestores tiraram dúvidas sobre a solicitação feita pela SES, de que os hospitais do estado disponibilizassem a totalidade das ações e Serviços de Saúde contratualizados, para regulação por parte do governo. Os diretores questionaram sobre qual a forma que se dará este processo, pois a realização de cirurgias eletivas é feita em muitos hospitais com a participação dos municípios e também os consórcios que acabam custeando parte dos procedimentos. Para os gestores, é inviável realizar as cirurgias eletivas através da regulação estadual, sem este modelo.

Segundo o secretário Adjunto da secretaria de estado da Saúde, Alexandre Fagundes, a Política Catarinense de Cirurgias Eletivas, será inserida na Política Hospitalar Catarinense, por isso é preciso, antes de tudo, ser feito um levantamento sobre o que cada hospital pode ofertar: “Precisamos entregar mais serviços ao cidadão,  por isso precisamos entender o cenário no estado, para sabermos o que está contratualizado, para construirmos melhor a rede, criando linhas de cuidado, com custeio organizado para que a Política seja efetiva e duradoura”, afirma Fagundes.

O superintendente de Serviços Especializados e Regulação, Dr. Ramon Tártari, sugeriu a criação de um Grupo de Trabalho entre representantes da SES e de diretores hospitalares que serão indicados pela FEHOESC, de todas as regiões do estado,  para que seja um fórum permanente de discussão, para a busca de entendimento sobre os temas de interesse do setor. Os encontros serão realizados quinzenalmente. Segundo Tártari, a questão específica sobre a regulação é para vocacionar e otimizar os serviços no estado. “Precisamos saber quais são as demandas de cada região, as especialidades, e quais os serviços que os hospitais poderão executar, otimizando a capacidade instalada”, afirma Dr. Ramon. O governo quer através da oferta dos planos operativos à regulação, poder enviar os pacientes que estão na fila das cirurgias eletivas, que acabou sendo impactada desde o início da pandemia.

“São mais de 90 mil cirurgias eletivas que deixaram de ser realizadas, por isso é importante esta parceria da FEHOESC com a secretaria de estado da Saúde, juntos precisamos avançar rápido e de forma coesa para podermos atender a todos os catarinenses na busca por saídas da pandemia de cirurgias eletivas, é através do diálogo que vamos continuar a construir juntos soluções para a saúde de todos”, destaca o presidente da FEHOESC, Giovani Nascimento.