A Federação dos Hospitais de Santa Catarina promoveu nesta segunda-feira, 12 de julho, uma reunião com gestores hospitalares de várias regiões de SC, que compõe o Grupo de Trabalho da FEHOESC, sobre a realização de Cirurgias Eletivas em Santa Catarina. Em função da pandemia, há uma fila de espera de cerca de 100 mil cirurgias. O governo do estado quer incluir a realização destes procedimentos, na Política Hospitalar Catarinense. O temor dos gestores é de que, com esta nova realidade, as instituições fiquem no prejuízo e a fila poderá aumentar ainda mais. O problema são os baixos valores repassados, e que não cobrem os custos. Hoje, vários hospitais para poder viabilizar as cirurgias, têm os valores complementados através dos consórcios e municípios.

Segundo o diretor executivo da FEHOESC, Braz Vieira, o governo irá conceder uma pontuação diferenciada para os hospitais que se habilitarem, “mas até agora não recebemos informações de quanto será o valor fixo mensal repassado à estes hospitais, por isso, dependendo do cenário, as instituições poderão ter dificuldades na contratação, precisamos ter uma discussão prévia com o governo”, destaca, Braz Vieira. Uma outra preocupação é ofertar consultas pré e pós operatórias em função dos valores irrisórios. “Agenda por valor SUS não podemos oferecer, ao valor de 10 reais aos médicos”, estes valores impossibilitam a contratação: “Não encontraremos profissionais”, destacam os gestores. Outra questão levantada é que o custo dos medicamentos e insumos durante a pandemia aumentou consideravelmente, o que dificulta ainda mais a realização das cirurgias por valores não condizentes.

Na próxima quarta-feira, 14 de julho, a FEHOESC irá protocolar um documento junto à secretaria de estado da Saúde, apresentando as dúvidas dos hospitais e propondo uma ampla discussão entre os Grupos de Trabalho da FEHOESC e o Grupo de Trabalho da SES.